domingo, 6 de janeiro de 2008

Estudo do EPIC

EPIC 2014

Este vídeo narra a origem da Internet, como ela actua nos dias de hoje e o que acontecerá com a mesma até 2014. Com um detalhe: pelas previsões citadas, o Google dominará a Web (e o mundo), a forma como a notícia será pesquisada e divulgada, além de acabar com todas as mídias tradicionais da forma como conhecemos hoje, sobrando até mesmo para o New York Times. Ferramentas como um imaginário Google Epic, por exemplo, trarão pacotes de conteúdo personalizado para cada usuário.

Linha do Tempo - EPIC



O Mundo Googlezon

e os

Newsmasters EPIC


Pelo ano de 2014, aqueles a quem chamam Newsmasters serão os mais procurados e mais bem pagos criadores de media profissionais que o mundo já viu. Os Newsmasters são um grupo emergente de editores de notícias que utilizam novas ferramentas e técnicas para criar fluxos de conteúdo único em tópicos especializados ligando-se em grande parte ao universo do conteúdo RSS, assim como a outras fontes livremente reutilizáveis de notícias e informação. No fascinante cenário explorado nesta história, os Newsmasters serão os directores de notícias e produtores-chave do futuro. Serão capazes de ligar, filtrar e ordenar a informação para cada consumidor de média no planeta, utilizando uma única fonte de conteúdos média que contém tudo o que cada um possa querer saber.
Essa fonte única é chamada de EPIC: A 'Evolving Personalized Information Construct' (Construção Evoluída de Informação Personalizada).
O Museu de História Natural recentemente uma curta-metragem que caracteriza a evolução dos média de 1984 até 2014 e como os Newsmasters eventualmente irão reclamar o seu trono.
No ano 2014, as pessoas terão acesso a uma maior quantidade e variedade de notícias inimagináveis anteriormente.Todos contribuem de uma forma.Todos participam na criação de uma paisagem noticiosa viva. Contudo, a Imprensa tal como a conhecemos, deixará de existir.

As fortunas do Quarto Poder ter-se-ão exaurido. As organizações noticiosas do séc XX são uma recordação, uma solitária lembrança de um passado não muito distante.

Fonte:


Reflexão sobre o EPIC

Falar sobre o EPIC, não é assim tal fácil como poderá parecer à primeira impressão. Isso deve-se, na medida, em que nos deparámos com um filme que não estará muito longe da realidade. Não poderemos deixar de pensar na velocidade que as descobertas ocorrem e que quando aliadas a grandes grupos económicos, poderão deitar por terra empresas como a Microsoft, será isso possível?
Se ficámos perante uma atitude de velho de Restelo, nem nos apercebemos da quantidade de avanços que se operam a nossos pés, por outro lado, se efectivamente acreditamos, poderemos ser considerados uns loucos.
Na nossa perspectiva, o filme versa de forma fiel uma realidade que, eventualmente, até poderá estar ainda mais próxima do que seremos capazes de imaginar. Com o galopar dos conhecimentos, com a possibilidade de todos terem computadores, com capacidades extraordinárias, também, eles combinado diferentes tecnologias, as pessoas em geral, vão-se adaptar e sem se aperceberem estarão a ser repórteres sem vencimento. Na verdade, de forma simples e económica a imaginária "Googlezon" poderá obter recursos extraordinários sem que as pessoas se apercebam de como estão a encher os cofres desta multinacional e a levar à falência pequenas e médias empresas, fomentando um número assustador de desemprego. Tal como hoje em dia acontece com o comércio tradicional e as grandes superfícies, haverá, de igual modo, uma "guerra" da informática e das comunicações. Para nós, só aqueles que efectivamente acreditarem em determinados valores, é que irão ter direito à "generalização" se o desejarem e direito ao que é natural, ao que só alguns poderão aceder devido aos preços astronómicos que irão ter, tal como podemos ver com o caso do "Times". Infelizmente este não será o único inconveniente de todo este avanço tecnológico, muitos outros ocorrerão. As pessoas sem darem conta, irão estar a divulgar as suas vidas pessoais, a policiar as outras, a controlar impostos e o pior de tudo é a que a privacidade será um "bem" em extinção. Pois, se por um lado, é óptimo sabermos que a via está obstruída ou se há muito trânsito, por outro não nos poderemos esquecer que as câmaras espalhadas por todos os lados serão tantas que não haverá mais lugar ao íntimo. Não nos podemos esquecer que há que formar os actores sociais para todas as vantagens e desvantagens que galopam a velocidades fantásticas.

CREATIVEFIVE
Outra Galáxia, 09 de Março de 2015
Reflexão realizada no âmbito da Unidade Curricular: TIC, integrada no Mestrado em Especialização em Desenvolvimento Curricular.
Fonte:



A outra caixa que mudou o Mundo


e-Learning (aprendizagem através de redes electrónicas) e Web-Based Learning (aprendizagem suportada pela Web) são hoje referências incontornáveis no discurso educativo. Contudo, a tecnologia por si só não “distribui” uma educação de qualidade e de sucesso. Qualquer tecnologia só é válida em educação quando estudantes e professores fazem com ela algo de útil, ou seja, quando através dela e com ela, experimentam situações de aprendizagem significativa e constróem conhecimento.[1]


Os computadores e a Internet são a desgraça das novas gerações! – quantas vezes ouvimos essa afirmação, frequentemente, por parte de pais bem informados, de docentes ou de responsáveis?


Também quando o comboio surgiu foi considerado um atentado ao bem estar e à natureza, que nunca iria perdurar – todavia, bem sabemos hoje, dois séculos volvidos, que este é o meio de transporte mais democrático, mais ecológico, mais amigo do ambiente e da preservação de recursos, do bem estar e da comodidade.


Então, o que advogar em defesa do computador e da Internet, ou seja, das tecnologias de informação e comunicação em rede?


Não temos, com certeza, de esperar duzentos anos para averiguar o seu inegável e insubstituível papel na sociedade, na cultura e na educação – de facto, trata-se de uma inestimável mais valia, uma vez que coloca ao alcance de um clic, todo o universo, todo o conhecimento e toda a comunicação.


Reconhecemos que muitos são os que criticam as novas tecnologias e em particular as novas tecnologias em rede, considerando-as e ao seu veículo (o computador), como um malefício para a juventude, para as famílias e para a educação. Referem, entre as suas muitas justificações, que gera preguiça mental pelo facilitismo da transcrição de textos da Internet; que isola e gera sedentarismo; que incita os jovens a atitudes e comportamentos perigosos e de risco para a sua saúde e a sua vida; que facilita a recolha indevida de informações pessoais, para usos inadequados... Todavia, como refere Ponte, “o computador, só por si, não é um demónio nem um objecto milagreiro. É apenas um instrumento, cuja utilização pode ser bem ou mal conduzida – o que não depende dele, mas de nós próprios.”[2]


Do ponto de vista educacional – aquele que direcciona o nosso pensamento e motiva as nossas acções – além do inestimável contributo do computador, das variadas ferramentas e do software disponível, no apoio e enriquecimento das didácticas e da concretização, nas variadas disciplinas, conteúdos curriculares e problemáticas sócio-educativas (como em crianças com necessidades educativas especiais); além do seu contributo no desenvolvimento do raciocínio, resolução de problemas, formação pessoal e social e metacognição (sendo tão fundamental o sentido de trabalho em equipa, a superação de dificuldades, o questionamento das fronteiras pessoais, a aprendizagem ao seu próprio ritmo, quanto o é a capacidade de questionar e entender os processos do pensamento[3]); as tecnologias em rede constituem o recurso que possibilita ultrapassar todo um sem número de dificuldades e obstáculos físicos, materiais, económicos, geográficos, culturais. E, paradoxalmente, tanto mais e melhor sucedido quanto mais pobre, isolado e inacessível, for o meio sócio-cultural de que se trate.


É de todos conhecido o exemplo do jovem pastor daquele lugarejo remoto que, feliz da vida, no cimo da sua montanha, se encontrava só, mas rodeado de tudo e de todos. Pois, nas nossas escolas passa-se isso mesmo: não há verba para equipar a biblioteca, a mediateca ou o laboratório; não há possibilidade de realizar visitas de estudo ou experiências científicas – consultam-se motores de busca, visitam-se sites e realizam-se visitas de estudo virtuais; é urgente motivar os alunos, fomentar o espírito de equipa e de cooperação, mas são demasiados alunos para interagir no mesmo espaço – colocam-se os computadores em rede; é necessário fomentar o diálogo em toda a comunidade educativa, mas não há condições para sentar todos à mesma mesa – cria-se um fórum; é importante dar o conhecer os trabalhos dos alunos, fomentar o interesse e a valorização da escrita, mas não há verba para um jornal escolar de qualidade; pretende-se dar a conhecer a escola e as actividades aos pais, de modo que estejam a par do envolvimento educativo dos filhos – cria-se um blog!


Não se trata de um sonho, ou de uma experiência-piloto realizada na capital, num colégio de elite, trata-se, isso sim, de uma realidade que já se vive e se constrói entre crianças e professores, em muitas das nossas escolas – em muitas das nossas salas pequenas, mal apetrechadas e isoladas. Motivam-se os alunos, anulam-se assimetrias, nivelam-se as condições sócio-culturais, faz-se educação, aprende-se muito, pois todos ficam mais enriquecidos nos seus horizontes, nas suas vivências, nas suas competências.


Esta é mesmo outra caixa que mudou o mundo e a maneira de o encarar.


Não sabemos o que nos reserva o futuro, mas de uma coisa temos a certeza – o Homem sempre cai em realizações desnecessárias e negativas, mas há também bons momentos, boas experiências e boas inovações. Por certo, daqui a duzentos anos as TIC em rede serão muito diferentes, aproximarão ainda mais, possibilitarão não apenas usar os sentidos da vista e da audição, mas também o olfacto e o tacto, proporcionando um conhecimento mais real; por certo darão o seu contributo na integração e felicidade de pessoas portadoras de deficiências, e com certeza serão também um precioso auxiliar da educação, da informação, da cultura, do diálogo, da multiculturalidade e da tolerância.


Sabemos que (já nos nossos dias e no futuro ainda mais), não interessa encher os alunos de conhecimentos, quando estes estão ao alcance de todos, mas interessa sim, dotá-los de ferramentas de trabalho que lhes permitam aceder aos conhecimentos, construí-los, relacioná-los e, sobretudo, ajuizar sobre eles, seleccionar e discernir o correcto, o justo, o importante, o válido. É aí que entra e ganha ainda mais importância, o papel do professor que talvez nenhuma máquina possa (ou deva) substituir. O professor do futuro será aquele que também nos nossos dias desejamos nas nossas escolas – aquele que não ensina mas desperta, cativa, motiva, orienta; aquele que não ordena, mas incentiva, esclarece, escuta, está atento; aquele que não castiga, mas apoia e se emociona. Mas, para isso, precisamos de professores mais reflexivos, mais atentos às suas verdadeiras funções e precisamos, também, de “uma nova didáctica que não esteja subordinada ao “diálogo professor-aluno” e que encare os media como verdadeiras “máquinas de representar” (Jacquinot, 1993a) e verdadeiras “máquinas de comunicar” (Perriault, 1989).[4]

Bibliografia:

[1]Oliveira, L. R. (2004). A comunicação educativa em ambientes virtuais: um modelo de design de dispositivos para o ensino-aprendizagem na universidade. Braga: CIE IEP Universidade do Minho, p.23


[2]Ponte, J. P. (1997). As novas tecnologias e a educação. Lisboa: Texto Editora. p.23


[3]Ponte, p. 113


[4]idem, p. 65


tic-dc-creativefive.blogspot.com

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